Quem é que nunca guardou um caderno no frigorífico ou um gelado numa gaveta?
Com isto de passar (pelo menos) 1/3 do meu dia ligada à rede, às vezes, distraidamente, desempenho pequenos gestos quotidianos em modo tecnológico.
Há dias, enquanto fazia uma compra na Internet e cheguei ao campo "Introduza os Dados do Cartão", dei por mim à procura de uma ranhura no PC para introduzir o cartão multibanco. Ainda estive uns bons 10'' absorta na busca...
Desde a estreia de séries como CSI, 24, Lost (and so on) a televisão nunca mais foi a mesma. Há séries para todos os gostos e feitios, que se estendem ao longo de várias temporadas e mantêm os fãs agarrados, que religiosamente fazem os seus downloads meses antes da estreia no país.
Conheço pessoas que seguem 14 séries! Não fosse quem se confessa gente de bem, séria e de palavra duvidava seriamente que tal proeza fosse possível.
Tenho andado a saltitar de série em série e admito que nunca fiquei viciada em nenhuma delas, embora ache que há muita coisa boa por aí. Julgo que esta infidelidade televisiva se deve à minha falta de método.
No entanto, e seguindo a minha já habitual linha tradicional, há uns tempos atrás apaixonei-me perdidamente por uma: A Teoria do Big Bang. É uma sitcom americana (daquelas com 25 minutos e gargalhadas enlatadas), com 4 geeks socialmente inaptos e uma loira burra.
Uma delícia!
Fica um best of do Sheldon, o meu preferido. Desde o Tom Cruise em "Cocktail", nunca mais tinha tido um fraquinho por uma personagem. Não é tão bonito, mas é ligeiramente mais inteligente.
O sueco Jay Jay Johanson vem até Guimarães ao Centro de Espectáculos São Mamede no dia 14 de Novembro.
Já anda há mais de 10 anos a cantar-nos os seus males de amor, e o seu novo álbum "Self-Portrait" (2008), não sendo a excepção, parece-me denunciar um regresso às primeiras influências.
I like to sit and cry in front of my tv I like to think of words to scream About all it is I am and all it is I wanna be Over and over I laugh & cry But the movie it ain’t as real as I want it to be I like to sit & cry over and over again And the tears they please me They are all I need to know As I zap from show to show And a man on a bike comes on He says: “Man, my wheels don’t turn if the road don’t feel right” I say: ”I’ll stand still And wait for the skies to burn tonight” So I can Bury you; it’s all I can do So you won’t come through At least for a little while My life will be all right
I like to sit & watch it all I can Crying like a man And leave it for another day I’ll stay here in my precious cage And lose it while I can Cut it off by minute roots And stick it in the ground And bury you, it’s-a all I can do So you won’t come through At least for a little while My life will be all right
You see I been waiting Here in doubt But I don’t fear your lightshow And I don’t fear your eyes Not anymore Every time we score
I like to sit and cry And on that score I think I’ll cry a little more I think I’ll keep the tv on I think I’ll cry for all night long I’m sure that it won’t do me no good No, but it will Shake you off of me Momma And cut you loose from me girl It means the world to Bury you, it’s-a all I can do So you won’t come through At least for a little while My life will be all right
Ainda com o nome de "MoonDog Jr" esta banda belga aparecia, em 1995, com um excelente álbum que se chamava Everyday I Wear A Greasy Black Feather On My Hat .
Quase 15 anos depois - com muitos trabalhos pelo meio - os "Zita Swoon" surgem com Big Blueville (2008), um álbum camaleónico que nos leva a passear, pela mão da hipnotizante voz de Stef Karmil Carlens (ex-baixista dos dEUS), por um parque de diversões emocional.
Apesar da etiqueta "indie rock" da banda, tanto o soul, como a chanson française ou até o folk ou o jazz estão presentes neste álbum, fazendo dele uma obra sem tempo ou género.
Do princípio ao fim, durante cerca de uma hora, seremos espectadores de dez histórias, contadas em inglês e francês, que nos vão deixar agarrados até ao the end final.
Há muitos anos atrás, quando ainda apontava e pontuava todos os livros que lia, veio-me ter às mãos, por acaso, um livro que se chamava “De Olhos Vendados” cuja autora era a Siri Hustvedt.
Apaixonei-me pelo livro e procurei, em vão na altura, mais obras da escritora.
Este Verão, quase no início das férias, resolvi procurar nas prateleiras da letra H o nome desta senhora e dei com o “Aquilo Que Eu Amava”. O título não promete grande coisa, à primeira vista, mas é uma revelação.
Conta a história de duas famílias ao longo de cerca de 25 anos. As alegrias e as desgraças, mas acima de tudo, a forma como a relação entre eles vai mudando ao longo desse tempo, consequência das alterações que as suas vidas sofrem.
É uma história dura, povoada por fantasmas, amor e ilusão, envolta num cenário nova-iorquino, obras de artes - que às vezes parece que estamos realmente a ver - e situações ambíguas que queremos ansiosamente deslindar. Não é um livro para relaxar, nem para sorrir… faz-nos sofrer quase desde a primeira página, de tão real que é.
Nas últimas páginas fica uma nostalgia e a vontade de procurar todas as obras desta mulher, que escreve com rigor e emoção, histórias que se nos entranham como se fossem nossas.